segunda-feira, 22 de setembro de 2008

DA JANELA

Marcos Santin
Ator

"Da Janela", título da obra que insinua seu propósito.

Fazer parte deste projeto muito me orgulha como ator, como homem social, como simples homem e homem simples. Desde sempre todos nós vimos, ouvimos ou vivemos algum dos milhares de tipos de violências à mulher, seja na rua, na escola, no televisor, no cinema. Tanto já foi dito sobre, que a ferida parece ser habitual e para alguns, infelizmente, aceitável. Dá-se a impressão que a violência contra a mulher, para deixar de ser socialmente banalizada é necessário que se sinta na pele, ou melhor, que alguém sinta na pele. Enquanto isto não acontecer, a "fulana" ou a "cicrana" que apanha ou se submete, nada passa de um acontecido da janela.

Pensar que cada um tem seu fardo, sua estória e que colhe o que se planta não é de todo errado, não podemos culpar inocentes ou assumir crimes alheios. Entretanto, diante do meio "social" e da afirmativa sapiens sapiens, calar-se e fingir que o problema não existe já é demais, literalmente é deixar de ser HUMANO. Assim sendo, voltamos a descoberta do fogo e sejamos felizes na circunstancia de que a força física predomina nas decisões de todo um grupo.

Façamos a nossa parte, quem está fazendo que pare de fazer e quem está olhando diga para parar de fazer. Quem sabe assim, um dia, todos sairemos da janela e caminharemos juntos na estrada.


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